sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Ideologia.


- antes de começar: essa foi a minha prova de sociologia; baseada no noticiário sobre as mortes de João Hélio(2007) e Galdino Pataxó (1977), que Deus os tenham.

O caso João Hélio repercutiu muito mais, principalmente pelos criminosos serem negros, moradores de favela e pobres. Os assassinos do índio Galdino Pataxó, por serem ricos e filhos de membros do poder judiciário brasiliense não foram punidos corretamente - por corretamente, quero dizer divulgado - no caso João Hélio foi noticiado em todas as emissoras de televisão, rádios, jornais, enfim, na mídia. O caso de Pataxó não passou de um rodapé dos jornais. Está claro que por ser uma criança de classe média, recebeu muito mais atenção da mídia, enquanto o caso de Pataxó recebeu a mínima atenção, pelo fato de seus algozes serem filhos de influentes políticos de Brasília, e pelo fato de que um indígena foi morto na opinião deles "pensamos que era um mendigo, só queríamos nos divertir", e se fosse um mendigo, eles teriam o direito de atear fogo no homem?
Por essa cobertura, podemos detectar uma sociedade que prioriza os casos em que as vítimas vem de família rica, esquecendo os direitos humanos de um indígena que foi queimado vivo por jovens que queriam "se divertir".
E as pessoas que foram diretamente atingidas por esses crimes, como ficam. A mãe de João Hélio e as de muitas outras crianças assassinadas brutalmente, ficaram sempre marcadas e sempre se lembraram de como seus filhos foram mortos. A nação indígena se recordará para sempre de um de seus líderes que foi lutar por seus direitos foi morto carbonizado. E os assassinos do indígena? Com certeza devem estar em casa, com a cabeça no travesseiro, tranquilamente, enquanto você lê isso.

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